segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Casos&acasos '

- Alô ?!
- Oi, podemos conversar ?
- Você? de novo?
- Sim, sou eu. E não vou desistir até você me ouvir.
- Cara, o que você quer ? Tudo que você me fez ainda foi suficiente ?
- Calma, escuta ..
- É um pouco tarde pra querer falar, não acha ?
- Nunca é tarde, principalmente pra amar.
- Amar ? faz-me rir . você sabe o que é isso ? Esquece, perca de tempo e gasto de créditos...tchau!
- ESPERA. Me ouve.
- Você não tem nada para me dizer.  Nada que eu queira ouvir.
- Mas, eu te amo.
- Legal. Eu te amei !

Com os olhos cheios de lágrimas e o coração mega apertado, Carol desliga o telefone.
Por instantes, pensa que jogou fora a chance de ter seu grande amor de volta. Mas, logo o orgulho grita, e ensurdece a voz do coração. Ela se olha no espelho e diz:
- Eu não preciso mais dele.
Em um tom que a convencesse, porque de fato, nem ela acreditava nisso.

Dois dias se passam, e o telefone que antes não parava de tocar, não recebia torpedo nem da operadora.
Isso pra carol, era angustiante. Mas, foi ela quem escolheu assim, e isso à torturava.
Cansada de esperar que Felipe ligasse novamente, num impulso e sem pensar, ela pega seu celular e disca o número dele, número esse que ela nunca esqueceu...
Chama, chama, chama e finalmente :
- CAROL ?! (Diz felipe, assustado, alegre, e sem acreditar) É você ?

Num impulso mais forte ainda, ela desliga o telefone e chora, chora , chora.
Foi então, a última vez que se falaram.

Anos se passam...
Carol fez faculdade de jornalismo, namorou 8 caras, e todos eles, foram abandonados por ela. Parecia que neles sempre faltava algo. (Algo que estava guardado dentro dela e só ela não via.)

Felipe, se tornou um engenheiro de sucesso, não namorou ninguém, teve lá seus rolos, mas , sabia que seu AMOR mesmo, pertencia a outro alguém.

E nessas irônicas linhas tortas da vida, ao entrar num bar, carol que hoje, já não era mais nenhuma menina, se depara com um alguém familiar. Mas, acha que é só impressão, afinal.. não lembra daquele rosto de lugar nenhum. Ele simplesmente lhe transmitia paz, só isso.


Continua ... 



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