quinta-feira, 10 de março de 2011

Mero acaso. Ou nao !

Fevereiro de 2011, Raphaela estava com a sua irmã e familiares em porto de galinhas curtindo o final das férias.
Rapha tinha 18 anos, fazia faculdade, era mimada por todos os amigos e familiares. Ela tinha tudo que queria inclusive um namorado.
 Ahh, esse namorado... Não, ele já não era como antes. Ele já não prestava tanta atenção nela, já não a via como aquela menina que o encantou, apesar dela ainda o ser.

Certo dia na praia, Raphaela estava à espera de sua prima Bruna, que havia encontrado uns amigos por Lá.
Raphaela então  sentou em um banco, colocou os fones no ouvido e esqueceu-se do mundo, ate ser interrompida por um estranho, que puxou os fones do seu ouvido e disse:

- Oi, posso te conhecer?
- Hã? Quem é você?
- Essa é a idéia.
- Quem você pensa que é garoto?
- bom, eu sou Paulo. E você? Além de marrenta, é ... ?
- Chata, irritante, antipática e muito mal humorada. Da licença...
- Não, não dou. Você não sabe o quanto eu lutei pra criar coragem e vir aqui falar com você...
- Como assim? Você já me viu antes?
- História pra outro dia. Hoje eu só quero saber se posso te conhecer.
- Ta bom, eu deixo você saber o meu nome.
- Raphaela? Isso eu já sei, a não ser que você use nome falso por aqui. Eu quero saber quem você é de verdade. Ou melhor, quero saber se tudo que eu percebi é mesmo quem você é...
- Ta, agora você ta começando a me assustar.
- Calma, eu não sou um monstro, muito menos um psicopata.
- Então me diz o que foi que você percebeu?!
- bom, você é muito ...
- muito... ?
- bom, muito...
E quando ele começa a falar, ouve-se de longe a voz de Bruna :
- Rapha, vamos! O pessoal ta só esperando a gente.
- Já vou.
- Rápido, eles já estão no carro.
- Calma, to indo.

Sem saber o que fazer ela olha pra ele e diz:
- Eu tenho que ir.
- Tem mesmo?
- sim, tenho.
- Que pena. ( ainda sem jeito, ele completa ) Mas e seu número... Será que voce poderia…
Ela o interrompe …
- Sim, posso. Mas tem que ser rápido... Me dá teu celular que eu anoto pra você.

Então, ela foi embora e eles passaram dias sem se ver ou se falar.
Certas frases ditas por ele ficaram na cabeça da pobre moça. Ela queria muito vê-lo para conseguir entender algumas coisas, mas ela tinha tanta certeza que ele ligaria que não pegou o número dele também. Agora ela não faz idéia de onde encontrá-lo e já fazem 5 dias desde que eles se ‘conheceram’ e o telefone dela ainda não tocou. 

 continua ...

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