sexta-feira, 11 de março de 2011

Mero acaso. Ou nao ! Parte II

...continuaçao...

Faltavam só três dias pra irem embora, e o coração de Raphaela estava cada vez mais apertado.
Ela estava intrigada. Não entendia o que sentia, afinal, ele era só um estranho. Ou pelo menos deveria ser. Mas, não. A gente sabe que não era assim que ela agora o via.

10 horas da manhã, quando a angustia tomou conta da doce menina, ela resolve sair. Quando já está na porta, ela ouve o grito da sua mãe:
- RAAPHAA, telefone.

Seu coração dispara, sua mão começa a suar, e ela fica cada vez mais perdida, sem entender o que ta acontecendo. Ela corre o mais rápido que pode, agarra o telefone e diz:
- Eu sabia. Eu sabia que você ligaria.
E sorri, com um ar de apaixonada.
- Claro que eu ligaria. Eu prometi, e promessa de melhor amiga é lei. Como ta tudo ai?
- Fernanda?!
- Sim, sou eu. Porque o tom de decepção?!
- Nada, nada. Só pensei que fosse outra pessoa. Alguém que eu não sei quem é, mas espero ansiosamente que me ligue. Enfim... bobagem.
- Nossa, que tenso. Quer falar sobre isso?
- Não, agora não. Me diz como você ta?
- To bem e morrendo de saudade.
 - Eu também to. Muita mesmo, mas já to chegando amiga.
- É, graças a Deus. E as férias?
- ate semana passada tava tudo normal. Hoje já não sei.
- Por quê? É aquela historia do tal alguém que ninguém sabe quem é? Kk
- Sim, mas deixa pra la , depois eu conto.
- Ok então, feia. Volta logo. Saudades, beijo.
- Beijo chata, amo você.
- também te amo, tchau!

Ela suspira. Não de alivio, mas de tristeza. Desliga o telefone e vai para o quarto.
Questiona-se como pode se sentir assim por alguém que ela nunca nem conversou direito.
Quase chorando, ela se pergunta ‘ onde esta você agora? Porque não liga? Porque apareceu?’
Quando de repente o telefone toca.
-  EU ATENDO !  grita a moça aflita.

- Alo?!
- Amoor?! Como você esta?
- Lucas?!
- Não reconhece mais minha voz?
- Claro que sim. Só não esperava que você ligasse.
- Porque não ligaria pra mim namorada?
- Ah, sei lá.
- Boba. Como você ta?
- Bem e você?
- fora a saudade, estou bem também.
- É...
- Quando volta?
- Daqui a três dias.
- hum... Ta perto.
- ta sim.
Os dois se calam. E depois desse breve silêncio...   ele diz:
- O que você tem?
- Han? Eu? Nada!
- Aconteceu alguma coisa sim.
- Já disse, não aconteceu nada!
- Você esta longe. Literalmente longe ( ele tenta descontrair, relacionando-se ao fato dela estar viajando) E ainda por cima, esta distante. Tipo, distante de mim, de nós.
- Não é nada. Quando eu chegar à gente conversa.
- Certo então. Só não esquece: eu te amo, viu?
- Viu. Beijo.
- só isso?
- Amo você também, Lucas. Tchau.
- Raphaela, quando voltar não precisa me procurar. Quando quiser, só precisa me dizer o motivo...
- motivo de que, Lucas?
- Do fim do nosso namoro. Eu já sei que terminou só me resta saber o porquê. Tchau!
- Espera, eu posso .. ( Tú tú tú tú . )

DROGA! (Pensa ela, já caminho da praia... ) Satisfeita sua idiota? Nem o namorado, que por mais ausente que fosse, estava ali; nem o ‘amor imaginário’ que apareceu só pra brincar, bagunçar e atrapalhar minha vida. AI QUE ODIO, que burra. BURRA, BURRA .


... continua...

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